Aqui na Pikoli a gente sempre defende o brincar como parte importante no desenvolvimento da criança. É brincando que elas aprendem sobre o mundo, adquirem habilidades sociais e motoras, e entendem um pouco mais sobre a importância de saber ganhar, perder e “jogar limpo”, controlar de seus impulsos, negociar e solucionar problemas. Mas, para que a criança tenha saúde para fazer tudo isso, precisamos conversar sobre outro assunto: a alimentação!

Antes de prosseguirmos, vamos a uma pergunta importante: Como têm sido os horários de refeição na sua casa?

  • Tranquilos, quase sempre com comida de verdade e a criança comendo e experimentando tudo sem reclamar
  • Na base do fast food ou comida industrializada (congelados e afins) 
  • A criança tem um prato favorito e come a mesma coisa em quase todas as refeições

Se as suas escolhas foram as opções dois ou três, saiba que você não está sozinho! Muitos pais se preocupam com o que seus filhos comem – ou não comem. No entanto, a maioria deles tem dificuldades para contornar a situação e acabam cedendo à pressão da criança. 

Por isso, listamos algumas dicas que podem te ajudar a tornar tudo mais fácil:

Mantenha uma rotina 

Servir refeições e lanches sempre nos mesmos horários, todos os dias, ajuda a criança a estabelecer uma rotina. E rotinas são importantes na infância. Portanto, evite disponibilizar alimentos a qualquer hora, pois isso pode reduzir seu apetite para a refeição principal. E convenhamos: quem vai sentir vontade de comer chuchu ou brócolis, quando acabou de comer um pedaço de bolo de chocolate? 

Tenha calma para inserir novos alimentos

As crianças, principalmente as menores, podem precisar de exposição repetida a um novo alimento antes de dar a primeira mordida. Por isso, sempre converse sobre cores, formas, aromas e texturas dos alimentos, misture elementos novos em receitas que a criança já consome e vá fazendo isso lentamente, até que o novo alimento se torne familiar. 

Evite dar opções

Se você preparar uma refeição diferenciada para a criança, só porque ela disse que não quer comer o que tem, irá fazer dela um adulto exigente, cheio de maus hábitos e com paladar restrito. Explique que a refeição do dia é aquela, tente incentivá-la a comer pelo menos o que ela já conhece e peça para que ela fique sentada à mesa com vocês, mesmo que ela insista que não irá comer nada daquilo. 

Deixe os alimentos saudáveis mais atrativos

Servir legumes ou verduras com molhos especiais (feitos em casa) ou com formatos diferenciados, moldados com cortadores de biscoito, por exemplo, pode ser uma boa tática para atrair a atenção dos pequenos. Além disso, tente deixar a refeição o mais colorida possível. A ideia de comer com os olhos funciona com eles também. 

Permita que a criança participe do processo 

Quando for possível, leve a criança ao mercado com você e peça para que ela escolha quais alimentos – saudáveis – ela tem vontade de levar para casa. Priorize o corredor das frutas, verduras, legumes ou outros produtos naturais que possam ter um apelo lúdico. Depois, chegando em casa, convide-a a participar do processo, enxugando esses alimentos após a lavagem, colocando a mesa ou de qualquer outra forma que você julgar interessante. 

Dê um bom exemplo

Essa é, de longe, a dica mais importante. Dificilmente a criança desenvolverá bons hábitos alimentares, se a família for adepta apenas das refeições rápidas e industrializadas. A educação vem pelo exemplo, em todas as áreas de formação. E na alimentação não é diferente.

Seja criativo

Se a criança for muito resistente aos alimentos novos, use de toda a sua criatividade e passe a usá-los de outras formas. Pimentões e cenouras podem ficar excelentes, por exemplo, se batidos com o tomate na hora de fazer o molho do macarrão; frutas podem ser transformadas em sucos e muitos legumes ficam ótimos em sopas. Você pode até complementar esta última com macarrões fofinhos, como os que tem formato de letras ou animais. 

Minimize distrações

A gente sabe que é tentador deixar a televisão ligada ou um celular com o desenho preferido da criança passando, para acalmar o estresse do horário da refeição. Mas tente recorrer a essas estratégias o mínimo possível. Isso irá permitir que ela se concentre em comer e evitará que ela se lembre daquele alimento açucarado e nada nutritivo que disputará sua atenção durante os comerciais.  

Sobremesa não é recompensa

Se você ameaça deixar a criança sem sobremesa, caso ela não faça a refeição corretamente, passará para ela a mensagem de que a sobremesa é a melhor parte da comida, o que pode apenas aumentar seu desejo por doces. Por isso, selecione uma ou duas noites por semana como noites de sobremesa e não a ofereça nos outros dias. Você também pode escolher uma fruta como sobremesa e, para dar um ar diferenciado, servi-la com iogurte, por exemplo. 

Lembrando que todas essas dicas podem te ajudar a melhorar a qualidade da alimentação do seu filho, mas não substituem as orientações do seu pediatra. É ele quem poderá traçar o crescimento da criança e acompanhar sua evolução. Além disso, tente registrar os tipos e quantidades de alimentos que seu filho ingere por três dias. O quadro geral pode ajudar a aliviar suas preocupações e também pode ajudar o médico do seu filho ter um melhor panorama da situação. 

E lembre-se: hábitos não mudam da noite para o dia. Mas são os pequenos passos que você dá todos os dias que te ajudarão a promover uma vida inteira de alimentação saudável.