Considerado um dos brinquedos mais antigos do mundo, o quebra-cabeças foi criado em 1760, na Inglaterra, e até hoje faz muito sucesso com pessoas de todas as idades. 

A história do seu surgimento foi contada pela escritora Anne D. Williams, no livro The Jigsaw Puzzle, piecing together a history”, (ou ‘Quebra-cabeça, juntando a história’, numa tradução livre para o português) e explica que o passatempo foi criado pelo cartógrafo John Spilsbury como um recurso didático para que os alunos pudessem aprender mais sobre geografia. Na ocasião, John colou um mapa sobre um pedaço de madeira e cortou os países em suas fronteiras para que as crianças, então, remontassem o mapa durante as aulas.

Alguns séculos depois, no entanto, a invenção segue se modernizando e, hoje em dia, dispomos de uma infinidade de modelos por aí, desde os tradicionais até os mais modernos, como os quebra-cabeças verticais e os 3D. 

Mas, o que algumas pessoas não sabem é que esses brinquedos apresentam muitos benefícios para as crianças à medida em que elas se desenvolvem. Por isso, vamos listar alguns deles hoje. Confira.  

Habilidades físicas

Coordenação Mão-Olho – seu filho aprende a relacionar o que seus olhos veem com o que suas mãos fazem, entendendo como o cérebro responde a esses estímulos

Habilidades motoras brutas – quebra-cabeças com peças grandes ou empilháveis ajudam a melhorar o controle dos movimentos de seu filho a ponto de ele poder trabalhar em suas habilidades motoras finas

Habilidades motoras finas – movimentos pequenos e mais precisos, como o movimento dos dedos para colocar uma peça do quebra-cabeça no lugar certo, passam a ser desenvolvidos e podem levar a melhores habilidades de escrita e digitação no futuro

Habilidades cognitivas

Compreendendo o mundo ao redor – não há maneira melhor para seu filho obter uma compreensão do mundo ao seu redor do que literalmente deixá-los manipular o mundo e os quebra-cabeças ajudam muito nesse sentido 

Reconhecimento de forma – os primeiros quebra-cabeças que usamos são formas simples – triângulo, quadrados e círculos. A partir daí, formas mais elaboradas são usadas até que se evolua para modelos mais complexos 

Memória – Seu filho tem que se lembrar da forma das peças, para que percebam quais não couberam antes e quando elas passarão a caber

Resolução de problemas – Como cada peça só vai se encaixar em seu lugar específico, a criança precisa trabalhar habilidades de pensamento crítico para resolver esse enigma 

Habilidades emocionais

Estabelecendo metas – Para resolver o quebra-cabeça, seu filho precisará aprender a criar estratégias com o objetivo de facilitar o processo. Por exemplo: separar formas ou cores similares em uma pilha, desvirar todas as peças que possam estar ao contrário, e por aí vai. Tudo isso ajuda a estruturar o pensamento em etapas e a definir pequenas metas 

Paciência – os quebra-cabeças não podem ser resolvidos com uma única ação. Portanto, a criança  deve praticar a paciência e trabalhar lentamente até que se conquiste o objetivo final

Todas essas habilidades são pilares fundamentais para o desenvolvimento infantil e vão contribuir positivamente ao longo de todo o processo de formação do indivíduo. Mas, é importante ressaltar que além desses três princípios básicos, fazer um quebra-cabeça com um amigo ou membro da família também permite o desenvolvimento de habilidades sociais, pois eles aprendem a trabalhar juntos e a se comunicar para executar a tarefa em parceria. 

Portanto, não há dúvidas sobre os benefícios dos quebra-cabeças no desenvolvimento infantil. Você os usou, seus pais os usaram e seus filhos estão usando agora e o ciclo parece longe de terminar. 

Muitas famílias, inclusive, levam essa tradição a sério e fazem do quebra-cabeça uma atividade que se estende até a vida adulta, resultando em ótimos momentos em família e em alguns excelentes quadros para a decoração da casa. 

E se você já é adulto e nunca tentou, saiba que não é tarde para começar. De repente, pode ser uma boa forma de espairecer e acalmar os pensamentos em tempos de tanta correria e excesso de informação, como o que vivemos hoje. 

Experimente!